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Saúde do Idoso, cuidados com o diabetes



O Diabetes Mellitus é uma das doenças crônicas que mais avança entre a população mundial. A Federação Internacional do Diabetes estima que são cerca de 250 milhões de pessoas com o problema em todo o mundo – 4% delas (10 milhões) estão no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, 33% da população brasileira dos 60 aos 79 anos de idade têm diabetes ou alguma alteração relacionada à glicose.

O presidente do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Saulo Cavalcanti, afirma que existem vários tipos de diabetes, mas dois são mais comuns: o tipo 1, em torno de oito por cento dos casos, que começa na infância e adolescência e não tem muita relação com a hereditariedade. Nesse caso, causa destruição das células produtoras de insulina (um hormônio sintetizado no pâncreas que promove a redução da taxa de glicose no sangue).

O tipo 2, o mais comum, incidente em mais de 90% dos casos, tem relação significativa com a genética, com o envelhecimento, o excesso de peso e o sedentarismo. Nesta modalidade, existe uma resistência à ação da insulina no organismo.

O especialista afirma que o tipo 2 muitas vezes não causa muitos sintomas e, por isso, não é diagnosticado corretamente. Um simples exame de glicemia pode não indicar a doença. Apenas testes mais específicos, como a leitura da taxa de glicemia após ingestão de açúcar, é que podem comprovar o problema.

Os danos causados pelo diabetes mal controlado, em sua maioria, são silenciosos, ocorrem lentamente por um longo período de tempo antes de serem notados. Segundo o médico, no Brasil, de 45% a 50% das pessoas com diabetes não sabem que têm a doença e entre os que sabem, 20% não fazem nenhum controle. “Em termos de saúde pública, fica mais barato evitar as complicações do diabetes do que combatê-las”, argumenta.

O não-controle do diabetes pode causar cegueira, amputação de membros, insuficiência renal, derrame cerebral, disfunção erétil, úlcera nos pés, depressão, entre outros problemas. Os riscos de incontinência urinária, quedas e demências, por exemplo, também aumentam.

Os grupos de risco da doença são pessoas obesas, com mais de quarenta anos, com pressão arterial ou nível de colesterol altos. “O diabetes é mais perigoso na terceira idade porque muitos idosos têm problemas econômicos, dificuldade de tomar os medicamentos ou de aplicar a seringa com insulina. E muitas vezes a família atrapalha o tratamento, não colaborando para o controle – por exemplo, oferecendo doce para a pessoa”, resume.

O professor de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador do Departamento de Diabetes do Idoso da Sociedade Brasileira de Diabetes, João Eduardo Salles, lembra que é importante olhar o aumento da cintura abdominal quando se fala em obesidade, e não apenas o peso.

Para ele, a atividade física ideal é aquela que trabalha a força muscular e não apenas a resistência aeróbica. Ele explica que a diminuição da massa muscular é um dos fatores que contribuem para o aparecimento do diabetes, pois o músculo é o principal órgão de captação de glicose. “Para controlar a glicemia, são necessários medicamentos – em alguns casos – e o consumo moderado de frutas, carboidratos, além evitar doces, gorduras e frituras”, aconselha.

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